Pelo Rodrigo, Tudo!!


Rodrigo Andrade, com 11 anos, feitos a 9 de novembro, é um miúdo esperto, falador e atento a tudo o que o rodeia, mas fisicamente dependente, devido à paralisia cerebral espástica, que lhe foi diagnosticada aos dois meses de vida.


Pelo filho, e apesar de saber que o marido gostaria de ter mais filhos, esta mãe tomou a decisão de não voltar a engravidar, avisada pelos especialistas de que depois de um filho prematuro, o risco de prematuridade aumenta nas gravidezes seguintes.

"Se me acontecesse a mesma coisa, não sei se teria capacidade para fazer tudo igual. é uma luta diária", afirma.


A notícia de que o filho tinha uma lesão cerebral que lhe afetaria a parte motora, foi-lhe transmitida dois meses depois da permanência da criança na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais e Pediátricos do Hospital Dr. Nélio Mendonça.


"Recebi a notícia sozinha. O meu marido estava a trabalhar e eu continuava de atestado, porque a licença de maternidade não cessou enquanto o bebé esteve internado. Ia visitá-lo todas as manhãs. Numa dessas visitas o doutor José Luís Nunes contou-me o que se passava. Foi um choque; já estava fragilizada, depois da gravidez de risco, que nada fazia prever...", relata.


O Rodrigo é, inevitavelmente, o centro das atenções dos pais, não só por ser filho único, mas porque é inteiramente dependente deles. Tem os quatro membros afetados, não anda, não se senta sozinho e não tem mobilidade ao nível dos braços para comer ou escrever. Isabel atalha na parte das dificuldades para assinalar que o filho "fala, e fala muito, desde o primeiro aninho".


Isabel Gomes sabe que o filho vai ser sempre dependente de alguém. Só espera que nunca lhe falte quem o ame e cuide dele. Da parte dela, e do pai, sabe que estão a dar tudo. "Tentamos ao máximo garantir o futuro dele", garante.


Podes ler a entrevista completa com Isabel Gomes na quarta edição da Revista Improvável.